Publicado em 07.01.2021 | Atualizado em 14.11.2024
Consegue imaginar sua vida sem um cartão de crédito? Sim, esse tempo já existiu. O que começou como cartões de cortesia para clientes abastecerem seus veículos com combustível evoluiu, no começo do século XX, se transformou na principal forma de pagamento dos dias atuais. No Brasil, de acordo com informações do Banco Central, existem mais de 212 milhões de cartões ativos, número que corresponde a mais do que a população total do país.
Para 2024, a previsão da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) é que o mercado brasileiro de cartões de crédito cresça até 10,5%, movimentando mais de 4 trilhões de reais até o fim do ano. Apenas o terceiro trimestre de 2024 foi responsável por transacionar R$1 trilhão, valor que marca um aumento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2023.
Até chegar nesse patamar de relevância, os cartões passaram por uma longa jornada:
Antes de 1920
Empresas de petróleo começaram a presentear seus clientes mais importantes com cartões de cortesia que ajudavam os donos de veículos a pagar por combustível em postos de suas marcas. O consumidor abastecia ao longo do mês e quitava a fatura no final do período.
1928
Grandes comerciantes passaram a oferecer aos seus consumidores uma chapa metálica, onde estavam gravadas suas informações e que garantia crédito para uso exclusivo em suas lojas. Era o Charga-Plate, o precursor mais conhecido dos plásticos atuais.
1946
Banqueiro do Brooklyn, em Nova Iorque, John Biggins firma uma parceria com comerciantes locais e cria o Charg-It, fisicamente um cartão metálico semelhante ao Charga-Plate, mas com a diferença de ter sido operado por uma instituição financeira para uso em mais de um estabelecimento parceiro.
1950
Voltado para despesas com viagens e entretenimento, o Diner's Club® entra em cena. Em um ano, mais de 42 mil consumidores aderiram ao meio de pagamento. No Brasil, o Diner's Club chegou em 1954.
1958
Ponto de virada na história dos cartões de crédito: o Bank Of America, uma das mais tradicionais instituições financeiras dos Estados Unidos, lança o BankAmericard. Trata-se do primeiro cartão lançado por uma empresa terceira e aceito em vários outros locais. O banco cobrava uma taxa nominal de cada cliente por mês. No Brasil, para fazer frente ao novo produto, chegou o cartão ELO - iniciativa de instituições financeiras nacionais.
1959
O primeiro cartão de crédito de plástico é lançado e ganha o mundo. O American Express® até 1962 alcançou a marca de 900 mil clientes em todo o mundo.
1966
O Mastercard é lançado pelo Interbank Card Association (ICA), instituição formada por bancos do estado da California.
1968
O Credicard é lançado no Brasil, voltado exclusivamente para o mercado nacional.
1971
A First Data é criada em Omaha, Nebraska e passa a prestar serviços ao Mid-America Bankcard Association (MABA).
1976
O BankAmericard muda seu nome para Visa, após uma série de parcerias internacionais e acordos de licenciamento.
1976
First Data se torna processadora dos primeiros cartões bancários com as bandeiras Visa e Mastercard.
1980
American Express formaliza a compra de 80% da First Data, concluindo a aquisição total da empresa em 1983.
2009
No Brasil, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) quebra a exclusividade entre bandeiras e crendenciadoras - empresa responsável por comunicar a transação entre o estabelecimento e a operadora. Isso faz com que todas as máquinas de cartão passem a estar aptas a receberem transações de todos os cartões, independente da bandeira.
2014
Apple® lança o Apple Play™.
2019
Fiserv adquire a First Data e passa a controlar a BIN, marca própria de adquirência, com soluções de pagamento para cartão presente e cartão não presente.
2024
Expansão do pagamento por aproximação, que alcança 61% dos consumidores, segundo a Abecs. O cartão de crédito é o mais utilizado para pagar sem contato e movimentou R$ 360,9 bilhões no semestre (+56,1% na comparação interanual), enquanto o débito foi responsável por R$ 172,1 bilhões transacionados por aproximação (+52,5%); e o pré-pago, por R$ 111,2 bilhões (+44,1%).
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